Monday, July 25, 2005

A ABDUÇÃO NA FICÇÃO CIENTÍFICA

por Renato Azevedo

A ficção científica e fantasia, em seu conceito mais amplo, sempre se caracterizou por levar o leitor ou espectador a estranhos e maravilhosos mundos, com a finalidade de proporcionar-nos uma visão mais abrangente de nosso próprio mundo. Esse gênero importantíssimo se destaca, por ser o que mais profundamente penetra na alma humana, seus medos, sonhos, terrores e esperanças.
Sendo assim, em inúmeras obras, em todas as mídias, há lugar para situações angustiantes, compondo o pano de fundo das histórias. E a abdução, que na Ufologia é o aspecto mais polêmico e controverso, frequentemente encontra lugar na produção artística.
Será que o dragão, que prende a mocinha na torre de algum castelo sombrio, a espera de sua salvação pelo cavaleiro nos antigos romances medievais, não está sendo o autor de uma abdução?
O tema específico, sequestro por criaturas extraterrestres, começou a ser discutido nos antigos filmes de invasões, mais especificamente as produções B dos anos 50. Em quase todas, monstros tenebrosos raptavam alguma pobre vítima para suas experiências, e muitos céticos de hoje argumentam que essas imagens inspiraram a maior parte, senão a totalidade, dos atuais relatos de abdução.
Impossível não citar o brilhante Contatos Imediatos do Terceiro Grau, de 1977, que começa precisamente com o achado dos aviões do famoso Vôo 19, que desapareceu na região conhecida como Triângulo das Bermudas em 1945. Vários veículos que também sumiram naquela região começam a reaparecer ao redor do mundo, mostrando as autoridades que algo muito sério está acontecendo. O brilhantismo da produção, e sua mensagem pacifista, fazem do filme um marco do cinema.
Mais recentemente, o seriado Dark Skies, infelizmente cancelado depois de poucos episódios, mostrava, em plenos anos 60, os esforços de um assessor parlamentar na investigação do grupo conhecido como Majestic 12. Seu nome era John Loengard, e ele acabou descobrindo que a maior parte da História humana do século vinte era uma mentira, a fim de ocultar a tentativa de domínio global por parte de uma raça alienígena.
Esta teria sido responsável por inúmeras tragédias, entre as quais o assassinato do presidente John Kennedy, motivado no universo do seriado por sua vontade de expor a conspiração do MJ 12 e os alienígenas, e o incidente que serviu como estopim para a Guerra do Vietnã. Mais tarde, descobria-se que os extraterrestres, criados pelos produtores como uma derivação do clássico tipo alfa-cinzento, eram na verdade marionetes de uma outra raça, de parasitas que os controlavam. Chamados gânglios, as abduções no seriado destinavam-se a implantar esse gânglio em humanos, a fim de passarem a servir os invasores.
Ainda mais recentemente, a minissérie Taken, do mesmo Steven Spielberg responsável por Contatos Imediatos, trouxe o tema das abduções alienígenas de volta a televisão. A história começa durante a Segunda Guerra Mundial, passa por Roswell até os dias atuais, envolvendo várias famílias que são abduzidas em série, seguindo as mais recentes descobertas dos pesquisadores ufológicos. Aqui no Brasil, ainda aguardamos que algum canal, da tv aberta ou por assinatura, nos traga essa excepcional produção.
Nenhuma obra se aprofundou mais no tema, entretanto, do que Arquivo-X. De 1993, data de sua estréia nos Estados Unidos, até 2002, quando sua nona temporada marcou na tv por assinatura brasileira seu final, o programa acompanhava as aventuras de dois agentes do FBI, Fox Mulder e Dana Scully, em investigações sobre fenômenos inexplicáveis.
No episódio piloto, o casal vai até uma pequena cidade no interior, onde jovens estão desaparecendo ou sendo mortos. Mulder, diante das circunstâncias, suspeita de envolvimento alienígena, mas sua parceira Scully, sempre cética, prefere acreditar em explicações ditas racionais.
A primeira pista que encontram é um cadáver estranho, muito pequeno e distinto para ser humano, de onde retiram um objeto feito de metal desconhecido. Como no meio ufológico, entretanto, suas investigações são obstruídas. Já entrou para a História da ficção científica a cena final, o personagem mais tarde conhecido como Canceroso, ocultando em um grande complexo de arquivos no Pentágono o implante entregue por Scully.
Já no quarto episódio, Elo de Ligação, mais uma vez o tema é abdução. Os agentes investigam uma garota desaparecida, e descobrem que sua mãe também fora abduzida anos antes. Alguma estranha influência houve também em seu irmão, que começa a captar transmissões em código binário. Mais tarde, quando encontrada, a garota mostra sinais que podem ser associados a prolongada falta de gravidade.
Uma prova assim é encontrada em pouquíssimos casos da casuística, como no caso Villas Boas, em que o abduzido mostrou sinais de exposição a radiação. Voltando a ficção, é precisamente nesse episódio que descobrimos a abdução de Samantha, irmã de Mulder, quando eles eram crianças, e foi esse o motivo que o fez se tornar agente do FBI.
A mitologia do seriado sempre envolveu abduções, alienígenas e conspirações, intercalando tais episódios com os chamados “monstros da semana”, em que os agentes enfrentavam mutantes, monstros ou alguma aberração. Ao longo das primeiras cinco temporadas, a mitologia foi sendo ampliada e aperfeiçoada. A abdução de Scully na segunda temporada foi motivada pela gravidez de sua intérprete, a atriz Gillian Anderson, que abriu incríveis possibilidades. Descobriu-se depois que a agente trazia um implante no pescoço, e sua remoção ocasionou-lhe câncer. O Canceroso, sempre fazendo seu jogo duplo, acabou auxiliando Mulder a obter outro implante, que proporcionou a cura de sua parceira.
Ao final da primeira temporada, é apresentado um projeto de introduzir DNA alienígena em humanos, ainda com finalidade desconhecida, e que remonta a 1947 e ao Caso Roswell. Essa aterradora descoberta uniu-se a outra dessa temporada de estréia, de que o governo americano fazia experiências com aeronaves, utilizando a tecnologia das naves extraterrestres caídas em seu território.
Na segunda temporada, no episódio A Colônia, é apresentada uma tentativa do estabelecimento de uma colônia alienígena na Terra. Na fantástica trilogia do final da segunda e começo da terceira temporadas, Anasazi, Caminho da Cura e Operação Clipe de Papel, uma das preferidas entre os fãs, ficamos sabendo que o projeto de criação de um híbrido começou ainda com os nazistas na Segunda Guerra Mundial.
Na quarta temporada, ficamos conhecendo uma vacina russa, para um estranho vírus em forma de óleo negro, que apareceu pela primeira vez no ano anterior. Finalmente, na quinta temporada foi insinuado algo que só foi revelado com mais detalhes no filme Resista ao Futuro, e na sexta temporada: o óleo negro é a própria essência dos alienígenas. No seriado, ele sempre fora um meio de controle, mas no filme, é mostrado como uma variedade do mesmo faz crescer no hospedeiro humano uma nova criatura, consumindo-o no processo. Também é explicado que os alienígenas foram os habitantes originais da Terra, há milhões de anos. O grande projeto destinava-se a produzir uma raça escrava de híbridos, que serviriam aos colonizadores quando estes se apossassem do planeta.
Os conspiradores fingiam colaborar com os extraterrestres, enquanto secretamente desenvolviam uma vacina contra o óleo negro. Na sexta temporada, finalmente, quase todos os conspiradores foram mortos por uma raça de rebeldes alienígenas. Ao final desse ano, a mitologia começou a passar por modificações radicais. Uma nave, encontrada em uma praia na Costa do Marfim, trazia em seu casco caracteres que, decifrados, revelaram-se como trechos das escrituras das maiores religiões do mundo. Na sétima temporada, tivemos a resolução do caso da irmã de Mulder, que acabou desagradando a boa parte dos fãs, e a mesma encerrou-se com a abdução de Mulder e a descoberta da inesperada gravidez de Scully.
O agente só voltaria no meio da oitava temporada, pois o ator David Duchovny, intérprete de Mulder, desejava alavancar sua carreira no cinema. Esse retorno se deu em meio a mais uma reviravolta na mitologia, que desde o ano anterior revelava-se cada vez mais confusa, e contraditória em relação ao exposto anteriormente. Entravam em cena os supersoldados, aparentemente humanos mas indestrutíveis, resultado de um novo vírus alienígena (ou de uma divisão no antigo projeto, de acordo com o insinuado em alguns episódios). Mulder foi salvo desse mesmo vírus, auxiliando os novos agentes John Dogget e Monica Reyes, enquanto Scully levava a cabo sua gravidez. Seu filho, William, foi revelado como uma criança milagrosa, temida pelos alienígenas, um possível líder da futura resistência a colonização.
Duchovny ausentou-se da nona temporada, que transcorreu enfocando a busca dos agentes pelas respostas com relação aos supersoldados. Finalmente, o episódio de encerramento trouxe a volta de Mulder e o exame de toda a mitologia da série, e pretende-se que um novo filme chegue aos cinemas por volta de 2005.
Arquivo-X enfocou inúmeras facetas do fenômeno UFO, abduções, lapsos de tempo, quedas de ovnis, fraudes, falsos gurus, ufolatria, síndrome do abduzido, acobertamento militar e governamental, intervenção alienígena... É óbvia a relação da mitologia do seriado, com as obras de autores norte-americanos como John Mack e outros.
E, com as idas e vindas de sua mitologia, frequentemente as perguntas que o seriado inspirava eram as mesmas que a Ufologia se faz. De qualquer forma, a abdução, utilizada como pano de fundo nesse seriado já clássico, produziu um sucesso raras vezes visto, elevando os atores, produtores e roteiristas a condição de ídolos, e Arquivo-X a de seriado cultuado em todo o mundo.
O que significa a abdução? Uma conspiração contra a raça humana? Uma trama de horrendas facetas que leva a nossa inevitável ruína, como mostrado no show? É interessante lembrar, entretanto, que nós mesmos “abduzimos” certas espécies, como por exemplo, aves migratórias, submetendo-as a testes, e dando-lhes “implantes”, anéis de controle nas patas. E isso, com o objetivo final de entender essas espécies, seu comportamento, a fim de impedir sua extinção.
Como tantos mistérios no Universo, talvez o que esteja nos sendo mostrado, é que certos fenômenos estão ainda além da compreensão humana.
A ficção científica, desse modo, utiliza-se do fenômeno da abdução para compor suas histórias, sempre, em meio ao clima de mistério e algumas vezes terror, levando a discussão dos maiores temas, aqueles ligados a nosso íntimo, como quem somos, de onde viemos, e para onde vamos.

Renato A. Azevedo, 15 de outubro de 2003
Colunista da revista Scifi News, www.scifinews.com.br
Autor de Contato em Methárion e sequências, www.hotbook.com.br

Friday, June 17, 2005

O QUE É O CENAJOU?

O Centro Nacional de Jornalismo Ufológico, é uma entidade ufológica sem fins lucrativos que tem como finalidade orientar e disciplinar o uso correto da ufologia na mídia. É um grupo que valoriza a pesquisa de campo, o registro fotográfico jornalístico, e a ciência como instrumento condutor para a verdade.
Um dos grandes problemas da ufologia é o mau uso que o jornalismo faz do tema. A imprensa quase sempre trata o assunto de maneira vaga e desprestigiosa. Isso se deve a dois fatores:
- Primeiro Fator: a falta de conhecimento do profissional sobre o tema;
- Segundo Fator: a necessidade de se criar audiência e aumentar as vendas por meio do sensacionalismo.
Outro ponto fundamental e que muitas vezes é espaço de dúvida para o ufólogo é de que maneira se procede, jornalisticamente, na coleta de informações e registros fotográficos de um determinado caso? Qual a relação que o ufólogo deve ter com a imprensa?
O CENAJOU, abre espaço para orientar ufológos e jornalistas para a correta abordagem do tema ufológico, reduzindo o risco de resultar em matérias sensacionalistas.
Entre os futuros projetos do Centro Nacional de Jornalismo Ufológico, podemos destacar a edição do Primeiro Manual de Redação e Estilo para o Jornalismo Ufológico (em parceria com a Revista Ufo) e o livro O Impacto do Primeiro Contato na Terra.



Wendell Stein – Presidente

Thursday, June 16, 2005

ENTREVISTA COM O PRIMEIRO ASTRONAUTA BRASILEIRO

Wendell Stein - especial para Revista UFO

“Temos muita força, um canhão pronto para atirar, mas não sabemos para onde apontar. Se errarmos, será um grande estrago, mas se apontarmos para o lado certo poderemos abrir novos caminhos”

– Marcos César Pontes




O tenente-coronel aviador Marcos César Pontes é o primeiro brasileiro a ir ao espaço, num programa da NASA. Ele foi selecionado em junho de 1998, depois de um rigoroso processo que incluiu exames físicos e intelectuais. Nascido em Bauru, em 11 de março de 1963, filho de um servente do Instituto Brasileiro do Café e de uma escrituraria da Rede Ferroviária Federal, Pontes realizou seu sonho de infância em dezembro de 2000 ao ser declarado “astronauta” oficialmente pela NASA. “Sempre devemos ter um sonho lá na frente para poder traçar um objetivo”.Sua origem humilde é prova de que obstinação e perseverança dão resultado. Pontes conseguiu realizar grande parte de seus sonhos. Na Força Aérea Brasileira pilotou todos os aviões que por ali passaram, e hoje prepara-se para ser o primeiro brasileiro a deixar a Terra em uma missão espacial.
O tenente-coronel recebeu o ufólogo e jornalista Wendell Stein, enviado da Revista UFO, para uma longa entrevista, a primeira que ele daria a uma publicação ufológica. Stein relata que Pontes foi muito atencioso e simpático, respondendo todas as perguntas com confiança e segurança, até aquelas mais polêmicas e envolvendo o Fenômeno UFO. Ele afirmou que acredita na existência de vida extraterrestre, entre outras coisas surpreendentes. “Tem muitas coisas no universo que não conhecemos. Seria muita ignorância afirmar, pelo fato de nunca termos visto nada aqui, que não exista”.
Para o Ten. Cel. Av. Pontes a participação do Brasil na exploração espacial é de grande importância, sempre analisando tudo aquilo que é gerado devido à pesquisa espacial e por ela. Além do desenvolvimento de métodos e técnicas, são treinados novos profissionais, o que gera emprego e desenvolvimento. A educação também é favorecida. Por outro lado, o Brasil tem muita gente capacitada e é um país que se destaca no cenário mundial. “O Brasil foi escolhido por sua capacidade e competência técnica (...) Em qualquer acordo de cooperação internacional, ter o nome do Brasil significa um peso muito grande”.
Apesar do atraso do programa espacial por questões técnicas, Pontes não desanima: “Devemos produzir as peças que faltam, caso contrário o descrédito do Brasil perante os outros países aumentará. Não podemos mais voltar atrás, já estamos há sete anos nesse acordo”. Pontes acredita que uma campanha como a UFOs: Liberdade de Informação Já pode e vai trazer muitos resultados, e que uma iniciativa semelhante poderia ser aplicada também para incentivar o programa espacial. O Ten. Cel. Av. está bastante ansioso para o grande dia: O governo brasileiro ainda deve o 1º vôo espacial profissional à Nação Brasileira”.
Confira a seguir a entrevista:




Stein – Ten. Cel. Av., desde criança o senhor queria ser piloto. Naquela época, quais eram os seus sonhos e aspirações?
Pontes – A minha maior vontade era trabalhar ou entrar na área de aviação. Meu sonho era esse. Sempre devemos ter um sonho lá na frente para poder criar e traçar um objetivo. Naquela época meu sonho era isso: pertencer à Esquadrilha da Fumaça, da qual nunca fiz parte, ou entrar a Força Aérea Brasileira e ser um piloto de jato. Eu me lembro que tinha muitas fotos de aviões pregadas nas paredes do meu quarto. Hoje quando alguma criança me escreve pedindo fotos de ônibus espaciais ou da estação internacional, eu fico imaginando o quarto dessas crianças e como devem ser parecidos com o meu quarto na infância.

Stein – Em qual momento você sentiu que poderia haver possibilidades de você se tornar um astronauta?
Pontes – Isso aconteceu mais tarde, quando eu já estava nos esquadrões de caça da FAB. Eu sentia a possibilidade, mesmo não tendo um caminho traçado. Tinha a impressão, aquele sexto sentido de que se eu direcionasse minha carreira, quem sabe um dia pudesse ser possível. Fui para a engenharia aeronáutica do ITA, depois fui piloto de testes de aviões, o que basicamente era requisito que a maioria dos bons astronautas americanos tem . Isso aconteceu quando eu estava no 3° para o 10° Grupo de Aviação.

Stein – Como foi a sensação do primeiro momento em que você entrou na NASA?
Pontes – Foi pura expectativa. Eu já tinha visto aquilo em meus sonhos durante muito tempo, muitas vezes. A primeira vez que cheguei no Johnson Space Center, vi o Saturno Cinco no pátio de foguetes. Na primeira vez que cheguei ali, entrando de carro com o funcionário da seleção de astronautas, o coração bateu forte , e quando ele fez a curva para a direita, avistei o prédio da administração, no qual estão hasteadas três bandeiras: a americana, a do Texas e a da NASA. Tudo é interessante, e você começa a comparar com os seus sonhos.

Stein – Segundo alguns jornais, a data de lançamento do primeiro ônibus espacial do qual um brasileiro participaria foi adiada por várias vezes. Quais os motivos?
Pontes – Vários. E todos eles ligados a problemas técnico-administrativos. A gente sempre enfrenta o problema de orçamento. Quando eu fui trabalhar lá, em 1998, esperava-se que eu voasse em 2001, com o Express Pallet, que seria o primeiro objeto fabricado pelo Brasil. Não foi possível a entrega dessa peça, e ela foi então prometida para 2003. Meu vôo, com isso, também atrasou. Em 2003 também não deu certo, pois o Brasil não conseguiu entrar em um acordo viável com a Embraer, a empresa que fabricaria a peça. O preço cobrado para a fabricação de uma peça seria maior do que o orçamento que havíamos previsto para seis. Por causa disso não pudemos fabricar o Express Pallet, o que causou um certo problema para a NASA. A Agência Espacial Norte Americana dependia dessa peça e já havia contratos firmados com algumas companhias e instituições para experimentos. Tudo teve que ser cancelado e NASA teve que procurar outro fornecedor para a fabricação da mesma. Com isso, o Brasil começou uma renegociação com NASA, mas nossa prioridade foi baixada significativamente pela Agência Espacial, o que se tornou um problema sério. O Express Pallet era um elemento prioritário.

Stein – O que o Governo Brasileiro poderia fazer para ajudar, ou o problema é somente financeiro?
Pontes – Sim, é simplesmente financeiro. Um ponto interessante: o programa Estação Espacial, durante a renegociação, tomou rumos muito favoráveis para o Brasil. Nessa fase eu tenho participado bastante, e minha experiência. em contratos internacionais como o do Japão com a NASA, começa a ajudar. A primeira providência é: não vamos tirar dinheiro do Brasil, não vamos pagar para algum país do exterior fabricar uma peça. Pois nesse caso você teria que tirar dinheiro do Brasil para gerar empregos em outros países, e isso é ruim. Também precisamos de empregos no Brasil, e devemos aplicar todo o dinheiro aqui. Dentro dessa idéia de 80 milhões de dólares, que é o que o Programa Espacial Brasileiro vai aplicar na nossa indústria nacional em seis anos.

Stein – O que representa para você a participação do Brasil na exploração espacial?
Pontes – Bastante coisa, pois quando você fala em desenvolvimento espacial, você tem que pensar em todas as coisas que são geradas devido à pesquisa espacial e por ela. Para a pesquisa, vou dar um exemplo, você precisa colocar essa xícara no espaço: para isso, antes você tem que desenvolver um material adequado, que suporte a reentrada na Terra. Com isso, vão aparecendo indústrias especializadas em fabricar esse material, e se esse matéria pode ser resistente o suficiente para suportar uma reentrada na atmosfera, esse material poderia servir para fabricar outras coisas, como pinos para implantes de ossos, ou seja, esse material já está servindo para outras coisas. Isso são os Spin Offs da pesquisa espacial. Quando você desenvolve técnicas, métodos diferentes, você desenvolve profissionais, tudo isso vai gerar empregos e desenvolvimento. Eu sempre falo em empregos, porque é uma coisa essencial, assim como a educação. A educação também é favorecida com a participação do Brasil na Estação Espacial, pois existe o intercâmbio com 15 países ao mesmo tempo. Terão que ser formados doutores e mestres já direcionados para a pesquisa espacial, ou trabalhando em pesquisas relacionadas a materiais, medicina, farmácia, parte esportiva, ou seja, uma infinidade de campos.

Stein – O país tem capacidade nos próximos 30 anos de desenvolver a sua própria estrutura para a pesquisa espacial?
Pontes – Sim. Aliás, essa é a proposta que nós temos, antes até desse prazo. Para isso é necessário que tenhamos centros de pesquisas aqui dentro do Brasil. Temos universidades muitas boas no Brasil, sejam federais ou particulares. Essas universidades são centros geradores de idéias. Poderíamos conseguir criar núcleos de estudos em micro-gravidade nesses centros, e isso já estamos começando em alguns lugares, como Pernambuco. E o envolvimento de empresas como a Petrobrás ou Embrapa, sejam estatais ou privadas, para a pesquisa em micro-gravidade, com a possibilidade de desenvolvimento de novos materiais e produtos. A idéia seria também criar uma associação, um centro que coordene tudo isso. Essa associação talvez até pudesse ser coordenada pela Agência Espacial Brasileira. Tem gente muito capacitada no Brasil. É só dar oportunidade a essas pessoas. O que a gente precisa agora é a conscientização do Brasil, principalmente da juventude. São os jovens que vão aproveitar os caminhos que estão sendo abertos, e não podem deixar escapar, independente dos desejos e interesses políticos. É necessário mantermos a participação do Brasil no Projeto da Estação Espacial para mantermos essas e outras oportunidades abertas.

Stein – Muitas pessoas, cientistas e especialistas no assunto, entre elas a Senhora Irene Granchi, pioneira no estudo e divulgação da Ufologia Brasileira para o mundo, acreditam que chegou a hora do planeta Terra ter sua própria bandeira, pois a partir do momento que um ônibus espacial deixa o planeta, as pessoas também deixam de simplesmente ter um país ou uma nacionalidade, tornando-se cidadãos do Planeta Terra. O que você pensa a respeito?
Pontes – Eu acho uma excelente idéia, essa é a visão. O grupo que participa da Estação Espacial Internacional é composto por 16 países. Às vezes existem problemas de ideologias, mas a gente está aqui no sentido de colocar um grupo de nações de diferentes culturas, ideologias e religiões trabalhando juntos; e é impressionante como as coisas podem funcionar bem. Eu tenho minhas idéias, minha maneira de trabalhar em certo problema, o japonês tem a sua maneira de trabalhar e encarar certos problemas, mas muitas vezes eu vejo uma solução que ele não vê ou vice-versa. São essas coisas, o aproveitamento dessas características que possuímos, que tentamos aproveitar e incentivar. Uma estação com pessoas de várias nacionalidades trabalhando juntas e sobrevoando a Terra, acho que é uma maneira de mostrar para o mundo que quando saímos da mesmice, parando de olhar para nós mesmos, você olha para cima e vê que é possível trabalhar juntos e viver em paz.

Stein – Você é fã de ficção científica?
Pontes – Eu sou, sempre gostei. Desde aqueles filmes como Perdidos no espaço, Guerras nas estrelas e Jornada nas Estrelas. Se você analisar livros como os de Júlio Verne, as coisas que ele escreveu acabaram por acontecer. Esse cara tinha uma bola de cristal, veio do futuro (risos) ou colocou idéias que cientistas olharam e acreditaram que de repente poderia dar certo. Essa é a função da ficção científica, ou literatura de colocação de idéias, como prefiro chamá-la. No momento em que você cria idéias, algumas pessoas podem começar a trabalhar naquela direção. Ficção cientifica é uma maneira muito eficiente de você incentivar o poder criativo de uma criança, adolescente ou adulto.

Stein – Você acredita na possibilidade da existência de vida fora da Terra?
Pontes – Eu vou responder às perguntas com exemplos. Imagine que estamos numa sala. Você conhece a sala e as coisas à sua volta. Você precisa saber se existe no local um certo tipo de inseto, uma formiga x. Talvez exista, vamos procurar com os equipamentos que dispomos. Você pode tanto achar como não essa formiga. Se você não achou nada, eu poderia perguntar se você acredita que não exista essa formiga? Você responde: Pelo que eu sei, e de acordo com os sensores que possuo, nesse ambiente não tem. Eu continuo: Você tem certeza? Olhou tudo? Dentro da parede? Você diz: Não! Eu contesto: Então você não pode ter certeza porque você não conseguiu olhar o ambiente por completo. Faço a seguinte pergunta, será que não existe essa formiga no restante do Planeta Terra? Mas você não conhece o restante do planeta, você só conhece essa sala. Então você tem que conhecer mais o planeta e sair procurando. Você nem sabe o tamanho exato da Terra. A parte conhecida do Universo é muito pequena. Mesmo dentro dessa pequeníssima parte do universo – que é a sala – nós não fomos capazes de procurar e examinar com exatidão todos os detalhes. Tem muitas coisas no universo que não conhecemos. Seria muita ignorância afirmar, pelo fato de nunca termos visto nada aqui, que não exista. Para prosseguir com as pesquisas, existe a necessidade básica e científica que você acredite que exista alguma coisa, ou seja, eu acredito que existe vida fora da terra.

Stein – No Brasil houve dois casos ufológicos notórios que envolveram a Força Aérea Brasileira (FAB): a Operação Prato, que aconteceu na Amazônia em 1977, e a Noite Oficial dos UFOs no Brasil, que ocorreu no dia 19 de maio de 1986. No primeiro caso, a Aeronáutica brasileira pesquisou estas manifestações ufológicas em áreas ribeirinhas da Região Amazônica e obteve surpreendentes informações sobre a natureza e origem dos aparelhos não identificados que eram vistos e aterrorizavam as populações locais. No segundo caso, a FAB acompanhou de perto a maciça onda ufológica ocorrida sobre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, na qual mais de 20 objetos voadores não identificados foram observados, radarizados e perseguidos por caças a jato, como afirmou o próprio ministro da Aeronáutica na época, brigadeiro Octávio Moreira Lima. Foram casos divulgados em revistas e na televisão, mas a Aeronáutica não admite publicamente.
Pontes – Esse primeiro de 1977 eu não sabia. O de 1986, se não me engano, decolaram alguns F5 de Santa Cruz, que voaram do litoral para o mar. Se não me falha a memória um dos pilotos era o Jordão, conheço-o. Enfim, o fato pelo visto ocorreu, pelo menos o de 86 está registrado. Não acredito que a Força Áerea esconderia algo sobre isso. Tudo o que conheço da Força Aérea, me faz chegar à conclusão que eles não teriam motivo para esconder qualquer coisa.

Stein – A Revista UFO é hoje a maior publicação mundial voltada ao estudo dos objetos voadores não-identificados. Em parceria com seus colaboradores, iniciou a mais significativa campanha já feita no Brasil. É a campanha UFOs: Liberdade de Informação Já, onde serão apresentadas dezenas de provas e documentos, inclusive da Força Aérea Brasileira, comprovando a participação do Governo no estudo desses objetos. Serão também recolhidas milhares de assinaturas da população civil, exigindo das autoridades o reconhecimento do fenômeno e a liberação de informações sobre o tema. Esse documento será encaminho ao presidente da República. O que você pensa a respeito dessa iniciativa?
Pontes – Olha, eu penso em pegar uma carona (risos). Eu gostaria de ver o resultado em dois aspectos: primeiro ver o efeito a partir disso, depois uma demonstração da força de alcance da revista. Isso provavelmente trará muitos milhões de assinaturas. Pensando do lado da Estação Espacial, seria interessante se pudéssemos ter numa iniciativa como essa para apoiar o programa espacial. Precisamos de apoio público para mostrar aos políticos que é isso que a gente quer. E a política tem que acompanhar o que o povo quer.

Stein – Você conhece pessoalmente o astronauta Edgar Mitchell? Ele afirmou para a Revista UFO que pelo menos um UFO já se acidentou na Terra e foi resgatado por militares norte-americanos, que o desmontaram para conhecer seu funcionamento.
Pontes – Não o conheço. Isso não foi aquele de Roswell, foi? Não sei.

Stein – Há realmente uma censura ou política de acobertamento aos astronautas para que não falem sobre UFOs? Quem seria o responsável por isso? Algum astronauta já comentou com você sobre o avistamento de UFOs?
Pontes – Eu não acredito que exista uma política assim, uma coisa organizada, de chegar e proibi-los de falar sobre o assunto. É muito difícil segurar uma informação como essa, pois quando a pessoa sai do sistema passa a ter uma vida independente, não vai haver nenhum agente secreto o perseguindo. Mas eu acredito que exista um consenso se você ver alguma coisa estranho. A primeira providência que eu tomaria seria entrar em contato com o Controle de Missão na Terra, para informar o que está acontecendo. Eu não contaria por minha conta, porque não tenho a visão completa dos impactos disso junto à população. Imagina, pode assustar ou causar algum efeito que você não queira. Eu passaria a informação para as autoridades e ali discutiria. A princípio eu acho que essas coisas têm que ser do conhecimento de todos.

Stein – Ten. Cel. Av., existe um boato dentro da Comunidade Ufológica Brasileira de que o convite de um astronauta brasileiro para um vôo no ônibus espacial foi conseguido pela entrega ao governo dos Estados Unidos das criaturas capturadas em Varginha (MG). Qual sua opinião sobre isso?
Pontes – Se alguém fez isso, eles estão devendo o vôo ainda (risos). Eu não tenho conhecimento disso não. A única coisa que sei é que estamos devendo algumas peças que iremos entregar para o complexo da ISS, para o prosseguimento da nossa participação. E é isso que tenho trabalhado bastante para conseguir.

Stein – Quais os critérios que levaram a NASA a incluir um astronauta brasileiro em um de seus vôos, já que o Brasil não é um parceiro forte dos Estados Unidos tanto na área militar como na espacial?
Pontes – Simples. Primeiro, essa participação não é definida apenas pelos Estados Unidos: foram 15 países que definiram a participação do Brasil na Estação Espacial. Os Estados Unidos não são os donos da estação, e sim quem está colocando mais dinheiro. A critério, o Brasil não é um país qualquer. Somos um país grande, temos uma numerosa população, somos uma das grandes economias do mundo e possuímos um mercado muito amplo e em crescimento. Temos recursos naturais invejáveis para o resto do mundo. O Brasil é uma nova potência, e é o líder de toda a América Latina, e congrega grande extensão do continente americano. Em qualquer acordo de cooperação internacional, comercial ou espacial, ter o nome do Brasil significa um peso político muito grande. Os critérios para a participação do Brasil na Estação Espacial Internacional foram a capacidade do país e sua competência técnica. Por isso devemos produzir essas peças, caso contrário o descrédito do Brasil perante os outros países aumentará. O Brasil não pode mais voltar atrás, pois já estamos há sete anos nesse acordo.

Stein – O fenômeno de ser astronauta desperta um orgulho nas pessoas, principalmente nas crianças, antes só vistas no esporte.
Pontes – É uma coisa nova no Brasil. Existe um impacto da figura do astronauta, e isso é importante para a política e para o fortalecimento do país como um todo. Imagine: temos a seleção brasileira, todo mundo torce e comemora o título de pentacampeão. Tivemos o Ayrton Senna na Fórmula 1. Todo mundo tem essa vontade de representar a capacidade do brasileiro. Se não sou bom em futebol, em corrida, consigo fazer meu lado: estudar, ter habilidades técnicas, e pilotagem de avião. É bom para uma criança crescer vendo e tendo outras perspectivas, que não seja apenas o futebol. Imagina se o governo brasileiro não tivesse mais condições orçamentárias para manter a seleção brasileira. O que aconteceria com o público não teria conseqüências econômicas, científicas, mas sim implicações no civismo. Na Estação Espacial, você perde empregos, desenvolvimento tecnológico, educação e também o civismo. A Copa do Mundo, por exemplo, é disputada a cada quatro anos, na Estação a chance é única. Devemos ter orgulho de nosso herói Santos Dumont, ele é o pai da aviação, ele inventou o relógio de pulso que todo mundo usa, ele é um orgulho nacional, estamos completando 100 anos do nosso primeiro vôo, imagine um vôo espacial 100 anos depois com um brasileiro. Isso levanta o civismo, e não pode ser jogado fora.

Stein – O que você espera que aconteça com o futuro da humanidade?
Pontes – Estamos em uma época crítica, temos muita força, um canhão pronto para atirar, mas não sabemos para onde apontar. Se errarmos, será um grande estrago, se apontarmos para o lado certo poderemos abrir um novo caminho. A instabilidades do mundo são grandes.Os países que mais interferem na economia e nos destinos do mundo possuem uma política um tanto complicada. Existe uma certa tensão e formação de blocos, um certo separatismo, quando deveria ser exatamente ao contrário. Eu acho que tudo depende das pessoas que estão comandando o jogo. Acredito que vai depender de aparecer alguém, ou “alguéns”, que “juntem” a humanidade. De repente alguém até relacionado com o fenômeno UFO. Imagina que daqui a cinco anos um desses objetos voadores não identificados pouse em São Paulo. Um fato desse dará um impacto tão grande que pode despertar essa consciência. Sempre tomemos o exemplo da Estação Espacial Internacional em que se usa o conhecimento de culturas diferentes. Isso poderá funcionar conosco. É só não sermos gananciosos.


Principais vantagens para o Brasil em participar da Estação Espacial Internacional (ISS):
A Estação Espacial Internacional é um projeto científico conjunto de 16 nações. A participação brasileira envolve a exportação de partes da espaçonave construídas pela indústria nacional. Dentro dos projetos do Programa Espacial Brasileiro, essa participação tem características únicas extremamente vantajosas ao Brasil:
· Nenhum investimento no exterior. Isto é, 100% dos recursos do projeto são investidos no desenvolvimento das indústrias nacionais e geração de inúmeros empregos para brasileiros.
· Homologação e qualificação de empresas brasileiras para exportação de alta tecnologia no mercado espacial simultaneamente para 15 países.
· Intercâmbio de cientistas, pesquisadores e estudantes.
· Realização de experimentos em microgravidade de interesse nacional a custo extremamente baixo.
· Abertura de postos de trabalho no Brasil e exterior.
· Reconhecimento internacional da tecnologia brasileira.
· Motivação de jovens estudantes e profissionais.
· Grande incentivo público ao civismo e orgulho nacional.

BOX: O escudo da turma

O major Marcos Pontes ajudou a criar o brasão que identifica o grupo de 31 astronautas a que pertence. Abaixo, o significado do escudo:



– A estrela ascendente é o símbolo dos astronautas
– O formato do escudo reproduz o ônibus espacial subindo aos céus
– As estrelas laterais simbolizam os 31 membros da equipe
– As sete estrelas centrais referem-se à primeira turma de astronautas da NASA, recrutada em 1959
– 17, em algarismos romanos, é o número da turma
– A Lua e Marte são alvos das próximas missões da NASA
– As bandeiras de seis países – EUA, Canadá, Brasil, França, Alemanha e Itália – indicam a nacionalidade dos integrantes da turma

QUANDO A ABDUÇÃO NÃO É ABDUÇÃO



Fernando Ramalho e Rodolfo Heltai


Este assunto realmente é fascinante.
Há de se considerar que muitas pessoas, mesmo de forma inconsciente
imaginam que ocorreu a abdução. São fatos criados na mente dela. Como a hipnose não é um processo 100% garantido, e normalmente não utilizamos outros processos como detetor de mentiras, fica difícil apurarmos os fatos.
Eu já obtive informações seguras de que isso ocorreu. A pessoa acredita no fato, e relata com tanta convicção que passa credibilidade, trata-se de um sonho tão real, que apenas com a hipnose não conseguimos chegar no cerne da questão. Há outras considerações a se fazer. Os militares e seus projetos que praticam a abdução, colhem informações e induzem de tal forma a pessoa que essa acredita que o fato ocorreu como sendo de origem extraterrestre. A memória da pessoa é apagada, e a mesma devolvida.
Não estamos negando o fenômeno abdução, mas com certeza temos motivos de sobra para crer que isso ocorre. São projetos secretos que tem fins escusos. Manipulam a mente de formas diversas, causando problemas em suas vítimas. Testes realizados com processos eletromagnéticos provocaram sensações de ilusão em pessoas que afirmaram com certeza absoluta, coisas que não ocorreram. Vários programas de TV abordaram essas experiências. Qual a verdadeira razão para tudo isso? Desacreditar as pessoas que a abdução não passa de uma alucinação? Parece que há algo maior atrás de tudo isso. Sabemos que os norte-americanos realizaram testes atômicos e agora estariam preocupados com o aumento de determinadas doenças, tais como câncer, leucemia, etc. Procuram dessa forma realizar exames nas pessoas sem consentimento das mesmas e evitar processos contra o governo. Quem processaria ETS?
Sabemos que a abdução real ocorre, mas cremos que há algo maior por trás de tudo isso, e que as grandes potências sabem mais do que falam. Soubemos recentemente de um projeto chamado Mondex, que visa no futuro implantar chips subcutâneos nas pessoas. Acreditem! Os chips já estão sendo usados nos cartões de crédito, e numa próxima etapa...nos seres humanos.

Tuesday, June 14, 2005

FRASE

"É melhor tentar e falhar do que preocupar-se e ver a vida passar. É melhor tentar, ainda que em vão, do que sentar-se fazendo nada até o final. Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias tristes, em casa me esconder. Prefiro ser feliz, embora louco, que em conformidade viver..."

MArtin Luther King

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